Em vídeo publicado em seu Instagram, Jessie J revelou que foi diagnosticada com câncer de mama. Segundo a artista, que está confirmada na programação do festival The Town, a doença ainda está nos estágios iniciais.
"Estou enfatizando o termo 'estágio inicial'. Câncer é uma droga, de qualquer forma, mas estou me segurando no termo 'estágio inicial'", disse Jessie J aos seus seguidores.
De acordo com o Dr. Ramon Andrade de Mello, oncologista do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, o câncer de mama é causado quando as células da mama sofrem mutações que as fazem se multiplicar de maneira anormal, formando um tumor.
"Existem diversos tipos de câncer de mama que variam de intensidade, e por conta de fatores genéticos, a doença evoluirá de formas diferentes", detalha.
Em sua publicação, Jessie J ainda explicou que precisará fazer uma pausa na carreira para realizar a cirurgia.
"É uma forma muito dramática de fazer uma cirurgia para colocar silicone. Vou desaparecer por uns tempos para fazer a minha cirurgia. E voltarei com peitos enormes e mais música", brincou a cantora.
Em casos de câncer de mama, a remoção cirúrgica realmente pode ser indicada e, em alguns casos, a simples retirada do tumor pode ser suficiente. Mas, dependendo das células envolvidas, mesmo em tumores pequenos, a retirada de toda a mama pode ser necessária, ou ainda deve ser complementada com radioterapia, quimioterapia ou ainda hormonioterapia.
“Quando há a opção pela cirurgia, a reconstrução de mamas deve ser muito bem discutida e decidida em conjunto entre a equipe de mastologia, cirurgia plástica e a própria paciente. Todos os riscos, expectativas, opções de tratamento precisam estar bem explicados para o sucesso do tratamento”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileia de Cirurgia Plástica.
"No caso de pacientes que precisam retirar a mama inteira, estudos mostram que a sobrevida e a qualidade de vida da paciente são melhores quando a reconstrução é imediata, ou seja, quando é feita na mesma cirurgia da retirada da mama. Porém, em alguns casos isso não é possível por estadiamento do tumor, ou condições clínicas da paciente para enfrentar cirurgia maior. A decisão é feita pela equipe médica visando o melhor à paciente”, comenta.
A cirurgiã plástica diz que a cirurgia depende da quantidade de pele, gordura e glândula que precisou ser retirada. Em casos mais avançados, onde a mama toda é retirada, o nome do procedimento é mastectomia.
“Se for possível preservar pele e músculo, uma prótese é colocada sob o músculo peitoral, se não há espaço suficiente, podemos colocar um expansor, que é uma prótese que será preenchida de soro, aos poucos, no consultório do cirurgião plástico para expandir gradualmente os tecidos e permitir a colocação de prótese de silicone com consistência e formato muito próximos ao de uma mama normal em outra cirurgia posteriormente”, conta. O expansor pode também ser colocado se for necessária radioterapia pós-operatória. A radioterapia altera e deixa a pele muito frágil – e aumentam os riscos de complicações com as próteses.
Mas, a médica reforça que a necessidade de rastreio do câncer de mama. “Com os recursos da medicina moderna, grande parte dos tumores são curáveis desde que diagnosticados precocemente”, explica a Dra. Beatriz.
O Dr. Ramon Andrade de Mello ressalta que, embora muitos casos de câncer de mama estejam associados a fatores genéticos e hereditários, o estilo de vida e a alimentação desempenham um importante papel na saúde do corpo e podem aumentar ou diminuir sua suscetibilidade.
Medidas que podem ajudar a prevenir o câncer de mama, baseado em importantes estudos científicos, incluem: dieta balanceada, rica em frutas e vegetais e evitando alimentos pró-inflamatórios como frituras e gorduras trans; evitar sobrepeso, já que a obesidade está relacionada ao aumento do risco de vários cânceres, incluindo o de mama; atividades físicas regulares, pelo menos 1 hora, 3 dias por semana; evitar ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e não fumar. Visitar regularmente o ginecologista e realizar a mamografia periodicamente de acordo com a orientação do médico também são atitudes importantes de prevenção